7 de dez de 2009

Missões- Entrevista com a Missionária Adriana Oliveira Urban



Miss Adriana Oliveira tiene una licenciatura en Medios de Comunicación Urbana UFPE; Licenciatura en Teología con especialización en misiones en el Master Bethel Brasileiro de Misionología en el Seminario de Educación Cristiana en Recife. Actualmente trabaja junto a su esposo, el pastor Hans Urbano, Iglesia Bethel Brasileiro gauchinha I. Se ha desempeñado en el campo misionero en Pocinhos en Cariri Paraiba (2003-2007).

Entrevista:



1- Compaixão pelas almas- Qual a abrangência do termo Missões para a senhora?




Miss. Adriana Urban- Segundo a ideia do Missiólogo David Bosch, com a qual concordo, Missão é o chamado de toda a Igreja para proclamar a Soberania de Deus sobre toda a Terra, convocando cada ser humano a viver segundo os propósitos divinos em todas as áreas de sua vida. Para realizar a Missão- que é de cada discípulo de Cristo- são empreendidas Missões de vários perfis como Missões Urbanas, Missões Transculturais e Missões Indígenas. Sendo assim, todos somos convocados para cumprir nossa Missão e temos muitas oportunidades para isso, em várias Missões. No dia-a-dia é fácil perceber que os dois termos são usados como sinônimos.




2- Compaixão pelas almas- O que é ser Missionário?




Miss. Adriana Urban- Se pensamos que todos nós cristãos somos convocados para cumprir a Missão, todos podemos ser chamados de Missionários. Mas também podemos pensar especificamente, entendendo que Missionário é aquele cristão que se dedica especificamente ao trabalho de Missões, tendo-o como prioritário.




3- Compaixão pelas almas- Na sua concepção, qual tem sido a postura das Igrejas em relação a Missões nos dias atuais?




Miss. Adriana Urban- Ainda há muito a aprender sobre Missões em nossas igrejas. Em muitas delas um culto por mês dedicado ao tema é tudo o que se faz, ou mais algum evento como Conferências. Entendo que temos o dever de esclarecer uns aos outros sobre o objetivo de Missões, que é a Glória de Deus, e a motivação para Missões, que é obediência às Escrituras e consequentemente ao próprio Senhor. É dele a iniciativa missionária- ir ao resgate do ser humano afastado de sua glória. Precisamos nos dedicar a aprender as bases bíblicas de Missões.




4- Compaixão pelas almas- A senhora poderia traçar para nós o perfil da Igreja que pensa e realiza Missões de forma parcial e daquela que o faz de forma Integral?




Miss. Adriana Urban- Fazer Missões de forma parcial é não entender com profundidade o que as Escrituras ensinam sobre o mandato de Deus para seu povo. É como cumprir tarefas sem comprometimento real. Orar por orar, sem compreender a importância disso. É realizar o Culto de Missões como um evento apenas. Enviar oferta missionáaria como desencargo de consciência. É não compreender o chamado, não perceber as pessoas com a persepção de Deus- que se compadece e se mobiliza ao ponto de mandar seu Filho para mostrar tudo isso muito concretamente e concretizar o resgate do perdido, porque o ama. Fazer Missão Integralmente é seguir o exemplo de Cristo, que se preocupava com a dor do próximo, que oferecia conforto para a alma neste mundo, apesar de suas aflições, e esperança eterna. É viver um Evangelho que olha para o ser humano com todas as suas necessidades, e busca resagatar com ações e orações a imagem de Deus no homem e na mulher.




5- Compaixão pelas almas- Do seu ponto de vista, onde começa e até onde vai a responsabilidade por parte da Igreja Local, da Agência Missionária e/ou de irmãos de forma individual com relação ao Cuidado Pastoral do Missionário?




Miss. Adriana Urban- A Igreja Local tem um papel importantíssimo, pois está enviando parte de si mesma para um campo missionário. É necessário que haja, tanto da parte do líder da Igreja, quanto do conselho missionário um relacionamento estreito com o Missionário, um acompanhamento da sua vida pessoal, sabendo suas metas, desafios, expectativas, dificuldades; acompanhando como um pai acompanha um filho- e o filho, sabendo que pode contar com o apoio do "pai". A Agência Missionária também vai ser procurada periodicamente pela Igreja Local, pois as questões burocráticas como o Visto, Passaporte, sustento, passam por ela. A Agência Missionária também pode ser acionada no caso de necessidade de transporte urgente por questões de saúde ou de conflitos civis ou militares- como guerras. Os irmãos individualmente, como membros do Corpo de Cristo, podem participar de maneira muito graciosa no cuidado do Missionário, enviando cartões, cartas, e-mails, fotos, orando constantemente, telefonando e até fazendo visitas. Também podem- e devem- hospedar os Missionários, oferecer-lhes passeios e lazer (Missionário também é ser humano!!!), e até suprir necessidades materiais ou outras, conforme percebam. Penso que quando há um comprometimento real e profundo, essas pequenas atitudes vão se desdobrando naturalmente e quando o Missionário percebe que tem alguém em quem confia, o irmão que quer servi-lo vai ter liberdade até mesmo para perguntar em que pode servir especificamente.




6- Compaixão pelas almas- Quais as diversas formas através das quais todo cristão pode e deve fazer Missões?




Miss. Adriana Urban- A princípio, se fortalecendo na Palavra de Deus, aproveitando cada oportunidade para aprender- isso quer dizer ler a Bíblia e estudá-la. Quando estamos fortalecidos na Palavra, estamos mais aptos a servir conforme a vontade de Deus. Vamos aprender na vivência na nossa Igreja Local- é a melhor escola de Missões- oferece inúmeras oportunidades de servir, de fazer Missões. Tudo começa por aí e se desdobra naturalmente. Perceba que cada Missionário começou sendo um servo dedicado em sua Igreja Local... ou pelo menos deveria ser assim...




7- Compaixão pelas almas- A senhora poderia contar-nos um breve testemunho da experiência sua e de sua família no Campo Missionário; onde foi, quais foram as maiores dificuldades enfrentadas e sobre o cuidado pastoral que recebeu, (se recebeu) enquanto estava neste campo?




Miss. Adriana Urban- Minha experiência é breve. Tenho apenas seis anos de Campo Missionário, ou seja, trabalhando com Missões em tempo integral. O primeiro Campo, Pocinhos, foi a terra onde a semente deve morrer para dar fruto. Eu era muito imatura- mais do que poderia imaginar- e esperava demais das pessoas. Aprendi que em alguns Campos a resposta positiva ao Evangelho pode demorar anos... e é preciso preservar. Hoje entendo que muitas Igrejas e cristãos em geral, só compreenderão as dificuldades do Missionário se passarem um tempo com eles. Um exemplo é o que acontecia depois dos Avanços Missionários. Dois ou três dias de empolgação e as pessoas evangelizando e perguntando aos moradores locais se eles "aceitavam Jesus". Muitas fichas com a decisão:Sim. Quando íamos procurar cada pessoa- andando um bocado indo até cada casa- as pessoas se escondiam. Para elas "aceitar Jesus" é crer que Ele é o Filho de Deus, não é "passar para a "lei dos crentes". Só quando fazíamos a visita é que eles entendiam a seriedade do convite: entender e decidir que Jesus é quem estaria agora na direção das suas vidas como Senhor e Salvador. Dezenas de pessoas diziam que iam visitar a igreja, comparecer aos cultos. Na maioria das vezes ninguém ia, algumas vezeschegavam a ir uma, duas ou três. E os relatórios nas igrejas davam conta de que dezenas de pessoas haviam se convertido. A realidade é outra. Acho que alguns irmãos pensavam que o problema estava em nós, que não visitávamos, ou que éramos preguiçosos. Muitas vezes sentia-me sozinha na Missão...




8- Compaixão pelas almas- Qual é o texto bíblico que mais marcou a sua vida no chamado específico para a Missão?




Miss. Adriana Urban- Foi o Salmo 2.8a. Eu o li em uma devocional durante um Avanço Missionário do qual participei antes de ir ao Seminário. Eu não entendi o significado dele: "Pede-me e eu te darei as Nações por herança e os confins da terra por tua possessão." Hoje sei que é um Salmo messiânico, mas acredito que Deus usa as Escrituras para falar conosco especificamente, aplicando o texto à nossa vida. Entendo que se referia ao lugar pra onde Deus me levaria- o Betel Brasileiro, onde me preparei e é a Instituição à qual estou ligada, onde este versículo é muito citado. Hoje entendo que confins da terra é cada lugar- não necessariamente contando distância geográfica- onde há alguém que tem necessidade de compreender o Evangelho e o Plano de Deus para a sua vida. Acredito que, com o passar dos anosvou compreender mais coisas que Deus quer me ensinar através deste texto.




9- Compaixão pelas almas- Comente o porquê de tantos cristãos não considerarem a si mesmos como Missionários, mas somente aos outros.




Miss. Adriana Urban- Porque é sempre mais cômodo colocar a responsabilidade sobre os outros, e é isso que muitos de nós fazemos, infelizmente. É lamentável que pessoas que pensam ser Discípulos- alunos de Jesus, se disponham tão pouco a aprender com Ele. Quem sabe, se lessem mais o Novo Testamento, entendendo o que significa ser Discípulo...




9- Compaixão pelas almas- Deixe para nós e para todos os visitantes deste Blog uma breve mensagem de despertamento para a Obra Missionária.




Miss. Adriana Urban- Entendo que fomos chamados para um grande desafio- viver segundo a vontade de Deus. Não há nada melhor que isso e só vivendo para saber. Gosto muito do texto de Romanos 12.1-2. Não podemos experimentar sua boa, agradável e perfeita vontade sem nos submetermos à sua total Soberania, a ouvir e obedecer, a dar os passos diários segundo a Sua direção. Isso é vida que vale à pena... é vida em abundância. Que todos desejemos viver assim. Deus tem o melhor, o perfeito, o agradável, reservado para você e para mim.




Compaixão pelas almas- Agradecemos a sua rica contribuição para este Blog de Missões e desejamos que, através de suas palavras, muitos venham a ser despertados para a Missão e que muitos cheguem à convicção do seu chamado, e o principal: Que não sejam negligentes à voz do Senhor. Deus abençoe ainda mais a sua vida!

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Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei? E quem há de ir por nós?

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